terça-feira, 22 de março de 2011

Salvador

ELEVADOR LACERDA

Imponente e reconhecido como um dos ícones mais importantes do turismo de Salvador, o famoso Elevador Lacerda é muito mais do que uma ligação entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa. Trata-se de um verdadeiro cartão-postal com a generosidade de oferecer aos seus visitantes uma maravilhosa vista panorâmica da Baía de Todos os Santos. Ë por isso, que além dos próprios baianos, não há turista que chegue na cidade e não tenha vontade de vê-lo de perto e registrar tudo em muitas fotos.

O equipamento foi criado pelo engenheiro baiano Antônio de Lacerda ( 1837-1885 ), idealizador da Companhia de Transportes Urbanos, primeira operadora de trenas de Salvador. Sua construção começou em outubro de 1896, com material trazido da Inglaterra, e foi concluída em 1873. Os festejos de inauguração aconteceram de 8 de dezembro daquele mesmo ano, no mesmo dia das comemorações de Nossa Senhora da Conceição da Praia, por sinal. A idéia era que a construção do elevador interligasse também as duas linhas de bonde Calçada/Praça Cayru e Graça/Praça Municipal.

Funcionando através de um sistema completamente hidráulico, o monumento foi chamado de Elevador Hidráulico da Conceição, depois de Elevador do Parafuso. Só em 21 de junho de 1896, por decisão do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (IGHB), foi batizado com o nome do seu criador, sendo consagrado Elevador Antônio de Lacerda, e logo depois simplificado.



FORTE E FAROL DA BARRA

O Forte de Santo Antônio da Barra foi instalado nessa paisagem apenas 34 anos após o descobrimento do Brasil. A fortaleza, também conhecida como Vigia da Barra e Forte Grande, foi construída no começo do século XVI, em uma posição estratégica para guarnecer a Baia de Todos os Santos. Naquele época, no ano de 1598, a tradição era de que todas as praças de guerra fossem dedicadas a um santo, que protegeria o local do alcance da artilharia inimiga. O primeiro registro oficial de que Santo Antônio foi o eleito para o abençoar o forte da Barra data de 1705, quando o governador Dom Rodrigues da Costa expediu ordem dirigida ao provedor-mor da Fazenda Real do Estado para que assentasse praça de capitão ao Santo Antônio da Barra. A curiosidade é de que, como soldado, o santo tinha ainda direito a um soldo, que seria pago ao síndico do Convento de São Francisco. Em setembro de 1810 o santo foi promovido ainda ao posto de major e a tenente-coronel em novembro de 1814.
Nos primeiros séculos, o Forte era apenas uma trincheira montada em terra socada, feito de areia e taipa, pedra e cal. Na época da invasão holandesa, na primeira metade do século XVII, o Forte foi reformado pelos portugueses. A parede de defesa na Barra foi reforçada ainda com a construção dos outros dois fortes, o de Santa Maria e o de São Diogo. O Farol foi acrescentado à estrutura original do forte no final do mesmo século, para orientar os navios que entravam na Bahia de Todos os Santos, missão que é cumprida até hoje. Instalado sobre uma torre de alvenaria a 37 metros acima do nível do mar, o Farol do Forte de Santo Antônio da Barra foi o primeiro farol de todo o continente americano.
Na transição entre os séculos XVII e XVIII, o Forte de Santo Antônio da Barra recebeu a forma irregular de estrela, com quatro faces reentrantes e seis salientes. Era a nova linha de arquitetura militar portuguesa. Outras modificações no ano de 1937, quando foi concluído o serviço de eletrificação do Farol, sendo retirada a instalação incandescente a querosene. Hoje o alcance luminoso é de 70 Km para a luz branca, e 63 Km para a luz encarnada. Mais recentemente, uma reforma do Forte permitiu a criação do Museu Náutico da Bahia e também de um café.





IGREJA DO BONFIM

Desde o século 18, a cidade de Salvador pode admirar Nosso Senhor do Bonfim lá do alto da Colina Sagrada. Trata-se de um lugar sagrado para o povo, e recebe, diariamente, fiéis que pedem graças e pagam promessas. O atestado de tanta fé pode ser conferido no museu dos ex-votos, onde devotos deixam um objeto de cera em agradecimento pelas graças recebidas do santo mais popular da Bahia. Tudo começou quando Teodósio Rodrigues de Faria, oficial da Armada Portuguesa, trouxe de Lisboa uma imagem do Cristo, que, em 1745, foi levada para a igreja da Penha, em Itapagipe. Quase dez anos depois, em julho de 1754, a imagem foi ganhou igreja própria, e chegou ao alto da Colina Sagrada seguida de procissão. O santo ficou popularizado como o que cura doenças e salva vidas.
A fachada da Igreja do Bonfim, que é rococó, é coberta por azulejos brancos portugueses, que chegaram à igreja cem anos depois da constru-ção. O interior é neoclássico, com pinturas de homens e nuvens no te-to, feitas entre 1818 e 1820 por Franco Velasco. A Igreja guarda ainda, na sacristia, uma bela coleção de quadros de José Tehófilo, um dos pin-tores baianos do final do século XVIII.
















domingo, 20 de março de 2011

Cerrado

   O Cerrado é um tipo de vegetação que compõe a fitogeografia brasileira, já ocupou 25% do território brasileiro, fato que lhe dá a condição de segunda maior cobertura vegetal do país, superada somente pela floresta Amazônica. No entanto, com o passar dos anos o Cerrado diminuiu significadamente. 

   A vegetação do Cerrado se encontra em uma região onde o clima que predomina é o tropical, apresenta duas estações bem definidas: uma chuvosa, entre outubro e abril; e outra seca, entre maio e setembro. 
O Cerrado abrange os estados da região Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), além do sul do Pará e Maranhão, interior do Tocantins, oeste da Bahia e Minas Gerais e norte de São Paulo. 

   A vegetação predominante é constituída por espécies do tipo tropófilas (vegetais que se adaptam às duas estações distintas, como ocorre no Centro-Oeste), além disso, são caducifólias (que caem as folhas no período de estiagem) com raízes profundas. A vegetação é, em geral, de pequeno porte com galhos retorcidos e folhas grossas. 

   Apesar dessa definição generalizada, o cerrado é constituído por várias características de vegetação, é classificado em subsistemas: de campo, de cerrado, de cerradão, de matas, de matas ciliares e de veredas e ambientes alagadiços. 


   O Cerrado já ocupou um área de 2 milhões de quilômetros quadrados, entretanto, hoje são aproximadamente 800 mil km2. Essa expressiva diminuição se deve à intervenção humana no ecossistema. 

Em geral, os solos são pobres e muito ácidos. Até a 1970 o cerrado era descartado quanto ao seu uso para a agricultura, mas com a modernização do campo surgiram novas técnicas que viabilizaram a sua ocupação para essa finalidade. 
Então foi realizada a correção do solo e os problemas de nutriente foram solucionados, atualmente essa região se destaca como grande produtor de grãos, carne e leite. Embora os mesmos sejam os grandes “vilões” da devastação do Cerrado.














sábado, 19 de março de 2011

Feira dos Caxixis - Nazaré - Bahia



A tradição popular conta que um oleiro chamado Patrício, natural da Vila de Maragogipinho, município de Aratuipe, numa Sexta-Feira Santa subiu o rio Jaguaripe levando uma canoa cheia de objetos de barro feitos à mão para vendê-los em Nazaré. O sucesso das vendas foi tão grande que no ano seguinte ele voltou, desta vez acompanhado de vários outros oleiros. Iniciava-se, assim uma tradição que já soma mais de três séculos e é o mais antigo evento ceramista do País. Ainda hoje os produtos de cerâmica são produzidos na Vila de Maragogipinho. Originalmente comercializavam-se apenas miniaturas de louças de barro, hoje são vendidos inúmeros produtos artesanais, principalmente artigos de cerâmica. Recebe artesãos e visitantes de inúmeras partes do Brasil e até do exterior. Período: da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa. Local: Centro da Cidade e arredores.


PESCADORES DE ILUSÃO


DOR DE CABEÇA


VESTIDAS PARA FESTA


TRABALHADORAS


NAMORADOS


ESPERANDO














Projeto Marisqueiras do Recôncavo

Marisqueiras
Jessé Barbosa de Oliveira
Quase no limiar da manhã,
Sofredores semblantes de mulheres denodadas
Partem de suas calorosas vivendas infaustas
Rumo ao encontro de mais um árido dia de lavra.
E que lavra dura, pesada, prolífico jardim de sáfaras:
Colher no Atlântico mar da Goiânia pernambucana
Pérolas culinárias que hão de extasiar o paladar
Daqueles providos de algibeiras
Parcamente ou demasiadamente
Magnânimas,    exuberantes cataratas do Iguaçu e do Niágara,
Imponentes cordilheiras dos Andes e do Himalaia! 
Ah, o quinhão que recebem 
É torpe, infame, aluvião de vexames nada breves:
Uma ignóbil monção de atrozes intempéries ultrajantes
Que as afoga no sádico oceano de dores 
Oclusas no reino do pranto exangue, 
Salpicdas de alamedas da piedade serelepe e incessante. 
No entanto suplantam a humilhação
Com o fulgor da aura da dignidade,
Que aflora da imagem de suas nordestinas cabeças,
Levantadas ao girassol-firmamento em amplidão na verdade.
Sim, e lá vão elas, as catadoras de mariscos,
Com seus filhos lhes fazendo companhia,
Depois de um dia pejado de faina cansativa
E humilde dinheiro na palma das mãos,
Voltar, finalmente, para o aconchego
De seu exíguo e íntimo torrão.






































sexta-feira, 18 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011